sexta-feira, 19 de julho de 2013

Político medíocre, política pobre!


Com a vertiginosa queda de Dilma Rousseff apontada em pesquisas recentes, muitos políticos da base aliada já demonstram a vontade de abandonar o barco. Não é em vão que nos últimos meses, o governo federal tenha tido tanta dificuldade para aprovar as suas Medidas Provisórias -“como nunca antes na história deste país”- tanto na Câmara dos Deputados, como no Senado Federal.

É tradição no Brasil, que o político vá em direção da correnteza. Lamentável, mas é a realidade. Poucos são os partidos e os políticos que defendem posições ideológicas, que cumprem com fidelidade as diretrizes partidárias. A maioria tem como principal bandeira apenas o poder, para tirar vantagens de suas indicações políticas aos cargos de comissão ou da liberação das emendas parlamentares.

O poder, quando vai bem, funciona como um ímã agregando todo mundo, entretanto quando vai mal, como um curto circuito, que chega a congestionar as portas disponíveis para a saída.

Há bem pouco tempo, vimos o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, abandonar o barco do DEM, incentivado pelo ex-presidente Lula da Silva e fundar o seu próprio partido, o PSD. Muitos dos parlamentares que estavam na oposição, viram naquela iniciativa, a oportunidade de agregarem-se ao governo. Se a política econômica estava mal, pouco importava diante da alta popularidade da presidente.

O prêmio pela aliança do PSD de Gilberto Kassab ao governo foi a nomeação de Guilherme Afif Domingues, também vice-governador de São Paulo, para a chefia da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que tem status de ministério.

É claro que a intenção de Lula da Silva e da Presidente Dilma Rousseff, era também enfraquecer o governo de São Paulo. O mais importante para o governo petista, como é de conhecimento de todos, é a manutenção do poder, se possível sem oposição.

Então, pode ter tudo haver que Gilberto Kassab, já está abandonando a aliança com o governo da presidente Dilma, para apoiar a candidatura de José Serra nas próximas eleições presidenciais, como anunciou esta semana na “Folha de São Paulo”.

Confirmando-se este fato, certamente José Serra deixará o PSDB para ingressar no PPS, que o espera de portas abertas, vislumbrando o crescimento do partido.

Mas, como diz o secretário- geral do PSD, Saulo Queiroz, tudo parece ser relativo, porque “O PSD é aliado de Dilma. Pode ser que o PSD apoie Serra caso ele cresça, mas isso não vai acontecer”. São coisas da política brasileira. Lembremos, apropriadamente, o poeta Tom Zé, quando ele diz: “... Estou te explicando para te confundir; estou te confundindo para te esclarecer...”

O oportunismo demasiado dos políticos chega à margem do ridículo!

Com os políticos que estão aí, o que podemos esperar de uma reforma política?