quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Zika vírus, depressão, lama e roubalheira. Impeachment!

O Brasil parece ter entrado no que se poderia chamar de um verdadeiro “inferno astral”. Só o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT-RS) poderá começar a mudar a situação. A crise que abateu o País não é mera conspiração dos astros ou de qualquer outro fator de ordem externa. Ela tem nome e sobrenome e resulta da falta de zelo com nossas instituições, de políticas econômicas equivocadas e da utilização do Estado em benefício particular e de partidos políticos, entre outras mazelas.
O Partido dos Trabalhados (PT), em seus 13 anos dos governos de Lula da Silva (PT-SP) e de Dilma Rousseff, julgou que a fonte dos recursos públicos era inesgotável. Assim, com absoluta imprudência, passou por cima da Lei de Responsabilidade Fiscal, promovendo a gastança e institucionalizando a roubalheira. Na última eleição, por exemplo, a própria presidente disse que faria o “diabo” para eleger-se. E fez! Inclusive mentiu, sem qualquer constrangimento, com o mesmo cinismo que agora contesta a abertura do impeachment.
A arrogância e irresponsabilidade foram de tal ordem, que o Tribunal de Contas da União (TCU), por unanimidade de seus membros, decidiu pela rejeição das contas do governo, relativas a 2014, pelas chamadas “pedaladas fiscais”. Foi a primeira vez, desde 1937, durante o governo de Getúlio Vargas, que o TCU encaminhou ao Congresso Nacional um parecer recomendando a reprovação da contas de um governo, da forma como fez com Dilma Rousseff.
Em contingência desse quadro que desarranjou a economia do País, jogando-a em um abismo de difícil saída, este ano amargaremos um déficit público na ordem de 9% do Produto Interno Bruto (PIB). Pelo aumento do déficit público e da retração da economia, hoje já há analistas que apontam para uma recessão bem próxima a 4% do PIB, para este ano. Para 2016, permanecendo a presidente, as perspectivas não são diferentes. A projeção é de uma nova queda no PIB, na ordem de 2,5%, na melhor das hipóteses.
De acordo com matéria publicada ontem em “O Estado de São Paulo”, o cenário do Brasil, pelo Banco de Investimento Americano Goldman Sachs é “sombrio, dada a profundidade e a rapidez da deterioração econômica que se instalou no Brasil”. Ainda, segundo aquele banco, “o ano começou com uma recessão e a necessidade de ajustes, graças ao acúmulo de grandes desequilíbrios macroeconômicos, agora se transforma em uma franca depressão econômica”. Somente nos últimos 12 meses, a produção industrial brasileira caiu 11,2%, de acordo com o IBGE.
Em um país com Índice de Desenvolvimento Humano avançado, tal situação seria impossível, pela prática das políticas de Estado que priorizam, invariavelmente, a boa gestão em benefício dos cidadãos. Aqui, o interesse público é secundário. As prioridades são as categorias que corrompem o Estado, através de Leis que asseguram suas benesses, bem como o toma lá dá cá sem qualquer altivez, patrocinado pela classe política.  Nos países desenvolvidos o uso do Estado, da forma como fez o PT para se sustentar no poder, seria inadmissível.
Quando oposição, o PT criticava a tudo e a todos. Em seu governo, entretanto, além da dengue estamos obrigados a aceitar o Zika e a Chikungunya. Sabe-se, também, que o mar de lama que continua a escorrer de Mariana (MG) é muito menor que a lama de corrupção instalada em Brasília, onde a Lava-Jato é só uma amostra, pelo que pode surgir no BNDES, na Eletrobras, nos fundos de pensão e nas demais empresas públicas e autarquias.
O PT e o governo, entretanto, tornaram-se  experts  em negar os fatos. A culpa é sempre dos outros, enquanto a sujeira é escondida sob os tapetes dos Planaltos e Alvoradas. Se esse governo continua, inexoravelmente a crise se agrava. O governo petista não tem solução! A saída é o impeachment da presidente Dilma Rousseff com direito a um adeus pela porta dos fundos.