quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Enrolando-se nas próprias pernas.

Não é por não ter sido pega com a boca da botija que a presidente Dilma Roussef (PT-RS) pode dizer-se honesta, da forma como ela e seus porta-vozes tão bem apregoam aos desinformados e aos incautos. Por honestidade há muitas outras virtudes que não são atributos da presidente. Segundo o Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, honestidade não se resume a ser honesto, mas também é uma qualidade que particulariza dignidade, decência, probidade e decoro.
Mesmo se honesta, no sentido pleno da palavra, não há razão para difundir tal predicado, pois como diz a sabedoria popular “ser honesto não é uma virtude, mas obrigação”. Além disso, a presidente jurou manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil. E o que tem feito a presidente para cumprir tudo isso?
Esta semana ela mostrou mais uma vez a falta de apreço com a verdade, ao afirmar que não desconfia do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) “nem por um milímetro”. Por contradição, no dia seguinte foi desmentida pelo próprio Temer, através de carta. Nela o vice-presidente desabafa pelo tratamento recebido, particularizando a desconfiança da presidente, tanto nele como em seu partido, o PMDB. Por ironia ela ainda deixou que a carta fosse vazada à imprensa.
E qualquer que seja o (a) presidente ele (a) nunca terá o direito de dissimular e mentir à população. O cargo requer decoro! Fazer o “diabo” para ganhar as eleições, por exemplo, não é um meio honesto. Sustentar o “nós contra eles”, com a mesma retórica e argumentos falsos, como faz a presidente e seu partido, o PT, também não é ato digno ou decente, por fomentar a desunião entre os brasileiros.
Não pode ser esquecido que nos oito anos do governo de Lula da Silva (PT-SP) Dilma Rousseff sempre esteve no centro do poder, ocupando os principais cargos da República. Começou como ministra de Minas e Energia, depois foi chefe da Casa Civil, além de presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Como então não sabia de nada? O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, recentemente afirmou que ela sempre soube de tudo.
Mas, a presidente já não se lembra da faxina iniciada em seu primeiro governo, depois abortada em favor dos corruptos; do toma lá dá cá que continuou em seu governo para comprar aliados; da gastança e da roubalheira que abateu a economia do País e as empresas, em prejuízo dos brasileiros; de não se sujeitar às Leis, tal como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre tantos outros pontos que poderiam ser destacados.
No governo de Lula da Silva o escárnio da roubalheira foi sintetizado por dólares flagrados pela Polícia Federal (PF) na cueca de um assessor do atual líder do governo na Câmara dos Deputados, do deputado José Guimarães (PT-CE). No atual governo será marcado pela chuva de dinheiro que jorrou das “Torres Gêmeas” em Recife, durante a Operação Pulso, deflagrada pela PF nesta semana, pelo desvio de recursos da Hemobras.
O presidente da empresa é o morador das “Torres Gêmeas” e afilhado do líder do governo no Senado, senador Humberto Costa (PT-PE), que a implantou em Pernambuco, quando ministro da Saúde, sem qualquer critério de logística. A Hemobras até hoje não produziu uma única gota de hemoderivados, mas vem gastando milhões de reais do dinheiro público. Por “honesto”, no governo de Dilma Rousseff o Brasil parou, mas a roubalheira continua rolando...