sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Prematuridade – Um trabalho dedicado e competente

Na última segunda-feira, dia 17 de novembro, foi o Dia Mundial da Prematuridade. Este dia no Brasil se estende na Semana Internacional de Sensibilização da Prematuridade. Esta data foi instituída em 2009, mas no Brasil começou a ser celebrada no ano de 2012, durante o XXI Congresso Brasileiro de Perinatologia, que aconteceu na cidade de Curitiba, com o objetivo de conscientizar sobre a importância da prevenção de partos prematuros. 

Atualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prematuridade é responsável por quase metade do número de mortes de recém-natos no mundo. No Brasil, em torno de 12% do total de nascimentos é de partos prematuros, que acontecem antes de 37 semanas de gestação, segundo o Ministério da Saúde - MS. Um percentual bastante elevado, uma vez que a prematuridade pode ser evitada, principalmente se realizado um pré-natal de qualidade.

De acordo com a OMS, o número de bebês nascidos de partos prematuros no mundo é de cerca de 15 milhões por ano. No Brasil este número chega à cifra de 280 mil, também no período de um ano. O custo do tratamento é enorme, pois além de cuidados especiais em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) há necessidade de medicamentos extremamente onerosos, tais como os sulfactantes.

Pelos últimos indicadores disponibilizados pelo MS, relativos ao ano de 2011, a maior taxa de mortalidade por prematuridade no Brasil é a do estado do Amapá, com 17,0 mortes para cada 1.000 nascimentos; depois vem a do Piauí, com 15,4 mortes para cada 1.000. As menores são: Santa Catarina, com 7,4 para cada 1.000 nascimentos; seguida por São Paulo, com 7,6 mortes para cada 1.000.

No Espírito Santo, no mesmo período, a mortalidade por prematuridade foi de 8,4 mortes para cada mil nascimentos. Essa taxa é bem menor que a média nacional, de 10,0 mortes para cada 1.000.

Nos últimos anos, a média da mortalidade por prematuridade do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) tem se mostrado menor que a média apurada para o Espírito Santo. Considerando que a maternidade do HECI é referência para o atendimento de gestantes com gravidez de risco e cardiopediatria, pode-se dizer que aquela unidade trabalha com indicadores excelentes, também bem menores que a média nacional.

Isto se deve ao trabalho profícuo desenvolvido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) pela equipe médica liderada pela Dra. Andressa Mussi Soares e todo trabalhos multidisciplinar realizado no Serviço. Dra. Andressa é hoje uma referência nacional em cardiopediatria, e profissional de elevadíssima capacidade técnica. Por isto, conseguiu formar uma equipe de absoluta competência.

Antes da UTI Neonatal do HECI, os bebês prematuros da região sul do Espírito Santo, principalmente os de parto precoce (antes de 30 semanas), tinham pouquíssimas chances de vida. Hoje, depois de 11 anos de funcionamento, chega-se a conclusão que a UTI Neonatal do HECI vem tendo importância de caráter fundamental.

Um bom exemplo é o sucesso na reabilitação de prematuros com menos de 500 gramas. Isto é um fato raríssimo, considerando a realidade brasileira. Ressalta-se que a UTI Neonatal do HECI tem inovado na utilização de modernas tecnologias e terapêuticas, tal como o uso do óxido nítrico, que foi a primeira unidade a utilizá-lo no Espírito Santo, há cerca de 10 anos.


Então, fica uma constatação apenas: “Santos de casa” muitas vezes fazem milagres...