quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Driblando a crise com incompetência e cinismo.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (2011/2014), considerando o período desde o fim da República Velha, em 1930, só não foi pior do que no mandato de Fernando Collor de Mello (1990/1992), quando o PIB brasileiro encolheu -1,29%. Para este segundo mandato, as principais empresas de consultoria do Brasil e exterior prevêem um largo período de recessão econômica, que poderá se estender até 2017, não tomadas as medidas adequadas.
Para este ano, a mediana na queda do PIB brasileiro acompanha a previsão do Boletim Focus, que atualmente está no patamar de -2,0%. Contudo, há previsões bem mais pessimistas, tais como a do Banco Fibra, de -3,1%; do Credit Suisse, de -2,4%; da Empiricus Research, de -2,5%. Concretizando-se qualquer uma dessas previsões, somente cinco países terão resultados piores que o Brasil: Guiné Equatorial e Serra Leoa, na África; Vanuatu, na Oceania; Venezuela, na América; Ucrânia, na Europa.
Poucos países deixarão de crescer, tal como o Brasil nos próximos dois anos. Segundo previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), a média de crescimento mundial para 2015 é estimada em 3,3%. Portanto, a situação atual do nosso país é bem pior do que a das principais economias do mundo, como também dos países que estão no mesmo grau de desenvolvimento, como a do grupo dos BRICS e da maioria dos nossos vizinhos sul-americanos.
Outros indicadores que permitem avaliar a dimensão da fragilidade fiscal e da gravidade da crise econômica brasileira são dados pela inflação, taxas de juros (SELIC) e desemprego altos; endividamento público elevado, com dificuldade de aumento da receita e de contenção dos gastos correntes; baixo nível de confiança no país. Mesmo diante desses fatos nosso governo vem encontrando dificuldades para aprovar na integridade as medidas propostas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Moody’s é a comprovação da nossa realidade. Segundo a Moody’s: “Um desempenho econômico mais fraco que o esperado, uma tendência de crescimento de gastos públicos e uma falta de consenso político sobre as reformas fiscais impedirá que as autoridades alcancem um superávit primário alto o suficiente para segurar e reverter a tendência de alta da dívida este e no próximo ano”, o que justifica o rebaixamento da nota de crédito brasileira.
Análise similar também levou a agência Standard & Poor’s a mudar sua avaliação de risco de estável para negativa. Outra agência, a Fitch, também já estuda mudanças em sua classificação. É preocupante, portanto, que o Brasil volte para a posição de nível especulativo, o que indicaria maior dificuldade para obtenção de recursos no exterior e aumento nas taxas de juros nos novos empréstimos contraídos pelas empresas e governo.
Somam-se aos problemas de ordem econômica as crises política, moral e ética, como comprovam a Operação Lava Jato e o alto índice de desaprovação à Presidente Dilma Rousseff e ao seu partido, o PT.
Mesmo assim, ao contrário do que vem dizendo a presidente Dilma Rousseff e a linha de frente de seu partido, nada disso decorre da crise externa ou golpismo, muito menos da invenção dos “pessimistas de plantão”. Se há culpado é o próprio governo petista, pela incompetência para dirigir o país e seu projeto de perpetuação no poder e de hegemonia. Entretanto, a presidente e o PT preferem tergiversar e negar a verdade ao invés de assumirem a culpa, o que seria muito mais nobre.  

domingo, 23 de agosto de 2015

Libertando de um grande estorvo.

Por mais que a presidente Dilma Rousseff (PT-RS) se esforce para recuperar a popularidade, sob a tutela de seus marqueteiros e do ex-presidente Lula da Silva, isto será quase impossível. Depois das eleições o povo sentiu-se enganado, traído, tal como mostram de maneira inequívoca as pesquisas e a opinião pública. Os aumentos da taxa de juros e do desemprego, a queda no poder de compra dos salários e a corrupção estampada diariamente nos jornais, entre tantos outros fatos negativos, mostraram os seus efeitos.
Até agora, entretanto, não se viu o governo ou o seu fiel escudeiro, o PT, admitir qualquer culpa. O erro é problemas dos outros, que invariavelmente sempre são os “golpistas”. No entanto, não foram os “golpistas” que aparelham o Estado como se não fosse público, mas privado; que se aliaram ao que temos de mais retrógrado e fisiológico, tanto à direita como à esquerda; que saquearam como nunca os cofres públicos, aproveitando-se do populismo, da dissimulação e da mentira.
Mas, como ninguém engana para sempre, a população foi se informando. É impossível esconder tantas mazelas e não sentir as consequências da crise. Contribuições relevantes vêm dando as instituições de Estado, como o Ministério Público, a Policia Federal e a Justiça, além da imprensa independente, que fortalecem a nossa democracia. A maioria dos brasileiros não querem aqui uma nova Cuba, uma nova Venezuela, tal como deseja uma minoria raivosa. Por isto, os desvestidos de ódio foram para rua.
Hoje a maioria já não aceita os falsos guerreiros, porque eles não são do povo brasileiro. E se o governo Dilma Rousseff e o PT se encontram isolados, com a maior rejeição de nossa vida republicana, falta-lhes legitimidade para continuar conduzindo o destino do país. Impeachment é a palavra certa! Basta de prepotência, de mentiras e da incompetência que levou o Brasil ao atoleiro!
Em recente artigo publicado na imprensa nacional, o advogado Almir Pazzianotto, ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), nos dá a seguinte lição:
Da trágica experiência com a longeva administração petista, os brasileiros, desejosos de redimir, devem retirar lições. A primeira é de que não conseguiremos nos aproximar do mundo desenvolvido em quatro, oito ou dez anos. Serão necessárias várias décadas, se nos revestirmos de coragem e começarmos já. A segunda lição é de que o povo deve identificar e repelir políticos demagogos, homens e mulheres levianos, viciados em mentir e em fazer promessas rapidamente abandonadas.
O ex-ministro também diz, como muita propriedade, que não faltaram advertências. A crise em que estamos envolvidos foi antecipada por vozes previdentes ao longo de mais de dez anos. Porém, se os bons avisos ficaram perdidos, não faltaram ouvidos para os conchavos e malfeitos. Aliás, essa é a maior obra dos governos petistas que ficarão para a história, tanto do mandato do ex-presidente Lula da Silva, como do mandato da presidente Dilma Rousseff.
Então, que tudo isso sirva-nos realmente de lição. Será necessário muito tempo para o Brasil recuperar os estragos deixados pelo PT e seus aliados. Todavia, não podemos arrefecer da luta, uma vez falta à minoria dignidade para abdicar da teta e do atraso.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sem rancor e ódio, com verde e amarelo nas ruas.

O governo e a cúpula petista nunca tiveram qualquer comedimento quando a questão é desconstruir os fatos, se não são do agrado deles. Com absoluta clareza, observa-se que não há constrangimento quando eles apresentam as suas versões - quase sempre recheadas de mentiras - na tentativa de transformá-las em verdade, pela repetição ou embaralhar a opinião pública na pior das hipóteses. Se necessário, não haverá problema em transformar seus críticos em inimigos, por mais irrefutável que seja determinado acontecimento.
Por isto, até aqui ninguém viu o governo ou o PT assumir, pelo menos uma vez, alguma responsabilidade pela atual crise econômica e política, ou pela corrupção que tomou conta do Brasil nos últimos anos, conforme tem exposto a Operação Lava Jato. Para o MENSALÃO, a versão foi de que “O MENSALÃO não existiu”; para o PETROLÃO e o ELETROLÃO, “que o PT só recebe doações legais de campanha”; para a incompetência que nos levou a atual crise econômica, “que tudo é consequência da crise externa”. E por aí vão...
Nesta semana, o ex-presidente Lula da Silva durante discurso para seus partidários na abertura da 5ª Marcha das Margaridas, em Brasília, disse que a crise atual do Brasil “não nasceu em Quixeramobim, não nasceu em Maceió, não nasceu em Brasília. A crise nasceu no coração dos Estados Unidos”. Só que o ex-presidente se “esqueceu” de dizer, que enquanto os outros países se organizavam para estancar a crise, os governos petistas incentivavam a gastança.
Já a presidente Dilma Rousseff, atordoada para criar o que chamam de “Agenda Positiva” e jogar para o abismo as mazelas de seu governo, disse “lastimar” a alta na conta de energia elétrica. Contudo, mais uma vez subjugando a inteligência dos brasileiros, anunciou uma redução de 15% a 20% nos valores cobrados pela taxa da “bandeira vermelha”. Só que a presidente também se “esqueceu” de dizer, que tal redução não ultrapassaria a 1,5% do total das contas dos consumidores de energia.
Para o governo petista e o PT tudo é válido quando está em jogo a manutenção do poder. O país pode ficar em segundo plano, as leis podem ser rasgadas, as instituições democráticas ultrajadas e os princípios republicanos jogados em qualquer lata de lixo. Há razões de sobra, então, para continuarmos de olhos abertos.
Agora, no julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por exemplo, o governo já ganhou tempo, depois de uma articulação com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Tudo indica que o julgamento do TCU poderá ser prorrogado de acordo com a conveniência do governo, a fim de evitar a reprovação das contas. O mesmo procedimento acontece com relação à aprovação das contas de campanha da presidente junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sabe lá os meios utilizados nos bastidores para isso! Com certeza não há altruísmo!
O governo, o PT e a trupe dos aliados fisiologista, unidos para saquear o Brasil, tudo farão para impedir o impeachment.  A “Agenda Brasil” e o conjunto de medidas que vão sendo anunciadas fazem parte de uma articulação para manter o mandato da Presidente Dilma. O que é isso, senão um factóide ou mais um ato golpista? Há tempo a presidente perdeu a credibilidade para continuar dirigindo o país.
Pelo conjunto da obra, a maioria da nação já não acredita no governo petista. A saída da presidente Dilma Rousseff tornou-se indispensável para reorganizar o Brasil, tamanho o descrédito. Golpe, portanto, é qualquer atitude em sentido contrário a aceitação da soberania popular. E o povo ganha as ruas não com bandeiras vermelhas da minoria, mas com a nossa verde e amarela.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Quem semeia vento, colhe tempestades...

Todo o trabalho relativo à Operação Lava Jato, conduzido no âmbito federal pela Polícia, Ministério Público e Justiça, tem se revelado exemplar. Não ocorrendo obstruções, conforme em operações anteriores, certamente voltaremos a acreditar no Brasil. Poderemos, inclusive, recuperar um pouco mais de nossa autoestima, ao ver que os criminosos ricos e poderosos, inclusive os políticos, também vão para a cadeia.
É inegável que a corrupção sempre existiu em nossa vida política. Nos governos petistas, entretanto, ela extrapolou todos os limites, tornando-se sistêmica. O retorno à cadeia do todo poderoso José Dirceu, ex-presidente do PT e ministro da Casa Civil, como mentor do esquema de corrupção na Petrobras, é a principal evidência. Só que o dinheiro não se restringia ao PT e aos partidos aliados, conforme no MENSALÃO. Mas, também, enriquecia ilicitamente os operadores, incluindo José Dirceu.
Para aqueles que têm acompanhado a vida política e econômica do Brasil nos últimos anos, sem se deixar influenciar pela propaganda governista, toda essa crise já era esperada, inclusive em seus aspectos morais e éticos. Não será novidade, portanto, se o ex-presidente Lula da Silva tiver que prestar contas à Justiça. Há rastros concretos de que a corrupção na Petrobras alimentou o Instituto Lula; que as caras “palestras”, realizadas no Brasil e no exterior, foram pagas com o dinheiro sujo, extraído das empreiteiras da Petrobras.
Há ainda de serem explicadas as obras do tríplex de Lula da Silva na famosa Praia das Astúrias, no Guarujá, e da suntuosa mansão no sítio secreto em Atibaia. Ambas foram realizadas pela construtora OAS, de Léo Pinheiro, amigo íntimo do ex-presidente, condenado na última quarta-feira a 16 anos e quatro meses de reclusão, em sistema fechado, por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Lava Jato.
Também não faltam razões para a investigação da origem da riqueza acumulada por Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e por Taiguara Rodrigues dos Santos, respectivamente, filho e sobrinho do ex-presidente. A afirmativa de que Lulinha é o “Ronaldinho dos empresários” não explica nada.
No poder, o ex-presidente fez o que pode para destruir os adversários. Logo ao assumir transferiu a seu antecessor toda a culpa pela “herança maldita” -  crise econômica nascida de sua própria eleição, que desestabilizou o mercado. Assim, jamais reconheceu os esforços do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) para entregá-lo um país melhor arrumado. Nem o processo de transição democrática, do modo como nunca antes o país havia assistido.
Além de extinguir o programa “Comunidade Solidária”, que favorecia a ocupação dos mais pobres, inclusive inserindo-os no mercado de trabalho, Lula da Silva se apropriou das políticas de inclusão social e do aumento real do salário mínimo, bem como de toda política de estabilização da moeda, iniciada no governo de Itamar Franco, como se tudo isso iniciasse em seu governo. E para consolidar a cizânia entre os brasileiros, com objetivo claro de perpetuar no poder, instigou o “nós” contra “eles”.
Populista, o ex-presidente não teve pudor para inaugurar uma mesma obra várias vezes, fosse ela não iniciada ou inacabada. Nem para dizer que construíra mais universidades, quando na verdade desmembrava as já existentes; para dizer que a saúde no Brasil encontrava-se “perfeita”; que sob a sua gestão o Brasil transformara-se em “um país desenvolvido”; que “o MENSALÃO não existiu”.
O ex-presidente Lula da Silva também deixou-nos o legado do PETROLÃO e da corrupção generalizada. Por fim, vendeu a todos nós brasileiros uma “gerentona”, que não passava de uma “estagiária” incompetente, nos termos precisamente empregados pelo jornal “O Estado de São Paulo”. Então, resta-nos ver a Justiça finalmente alcançar a criatura. Motivos não faltam para isso!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

"Pare de acreditar no governo"

A entrevista das páginas amarelas da última edição da revista “Veja” é com o cientista político Bruno Garschagen. Recentemente, Bruno lançou seu primeiro livro, “Pare de acreditar no Governo – Por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado”, pela Editora Record. Até aqui o livro já está na quinta edição, com mais de 12 mil exemplares vendidos, o que é um grande feito em se tratando de vendagem de livro deste gênero no Brasil.
Bruno Garchagen é natural de Cachoeiro de Itapemirim – ES, onde começou sua vida intelectual e atuou como jornalista. Hoje, entretanto, ele é uma daquelas figuras que podemos chamar de universal, tamanho é o seu preparo intelectual e brilhantismo acadêmico. Com formação pela Universidade Católica Portuguesa e passagem pela tradicional Universidade Oxford, na Inglaterra, se tornou mestre (e brevemente doutor) em Ciência Política e Relações Internacionais. Além de professor de Teoria Política é também tradutor e membro do Conselho Editorial do Instituto Ludwig von Mises Brasil.
Na entrevista concedida à “Veja”, Bruno expõe sua percepção sobre o atual momento político e econômico brasileiro, com a mesma visão crítica demonstrada em seu livro. Para ele, embora determinados segmentos  hoje clamem por um Estado mais enxuto, com “redução dos impostos, da burocracia, do número de ministérios e do funcionalismo”, a simples mudança dos atores políticos não resolverá os nossos problemas, pois suas raízes encontram-se fincadas no intervencionismo do Estado, que sempre prevalece sobre as iniciativas individuais e coletivas.
Por esta razão, nos dizeres muitíssimos apropriados de Bruno, “nenhum partido do Brasil defende a redução do Estado”, haja vista que “nos meandros da política, não há um debate sobre maneiras menos custosas de conduzir o país”. Então, tudo isso reflete diretamente na sociedade, que cada vez mais é compelida a pagar mais impostos. Mesmo assim, a sociedade continua a “venerar” o Estado, na esperança de que ele venha a resolver todos os problemas políticos e econômicos, o que até aqui tem constituído um grande “paradoxo” da nossa história. 
O Estado paternalista, por sua vez, é extremamente arrecadador, o que compromete a renda do trabalhador, além de influir na menor competitividade da nossa economia. Isto também fomenta a elevação do custo Brasil, ao lado da baixa qualidade da educação. E como elucidar a crise vigente, em seus aspectos éticos, morais, políticos e econômicos sem uma sinopse da ideologia petista e sua obstinação de exacerbar o tamanho do Estado? 
Com relação ao livro, como síntese, tomamos a liberdade de apropriar-nos do seguinte trecho da sua apresentação, pelo jornalista Rodrigo Constantino: “O livro passa como se fosse rápido (e triste) filme de nossa história política, desde a chegada de D. João até Dilma, ‘comprovando que nada é tão ruim que não possa piorar’. As entranhas de nosso patrimonialismo – A arte de confundir público e privado – são expostas com maestria e boas pitadas de humor pelo autor...”.
Entretanto, o mais importante é que Bruno Garschagen aguça em todos nós leitores uma visão mais crítica, tanto do governo como da sociedade. Essa dimensão crítica tem a capacidade transformadora. Depois de doze anos de governo petista já não podemos estar susceptíveis a um novo “conto do vigário”. É hora da sociedade se unir e expurgar o “nós” contra “eles”, pois como diz Bruno em sua obra, “muita gente se contrapôs a essa estupidez de forma contundente e inteligente, mas outros caíram na armadilha repetindo os vícios e trejeitos dos petistas”.
Outro ponto é que não basta apenas a mudança de governo. Para superar nossos atrasos sociais e político é necessário um Estado eficiente e transformador. E com conhecimento, vontade e determinação qualquer mudança é possível.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Brasil às avessas, saqueado...

Insatisfeito com a popularidade em baixa, o ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) anda clamando por todos os lugares por onde passa pela reação do governo contra a operação Lava-Jato e o ajuste fiscal. Esta semana, em reunião política no Palácio do Planalto, o ex-presidente foi direto ao ponto com a presidente Dilma Rousseff, repetindo que ela deve “ir para a rua, conversar com o povo, divulgar os seus programas. Não pode ficar só nessa agenda de Lava-Jato e ajuste fiscal”.
Mais uma vez, o ex-presidente Lula da Silva dá claros sinais de que a sua maior preocupação no momento é que a candidatura à presidência da República, em 2018, possa ser inviabilizada, pelo fracasso dos governos petistas. Portanto, para o ex-presidente, o problema maior não é a situação em que o Brasil se encontra, depois de 12 anos do PT no governo, nem a solução para os nossos problemas, mas a sua própria situação política, como a de seu partido, o PT, o que é lamentável.
O Lamborghini, o Ferrari e o Porsche apreendidos pela Polícia Federal (PF) esta semana na “Casa da Dinda”, de propriedade do senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), é a síntese da roubalheira instalada em Brasília. O senador Collor de Mello tem sido um dos fiéis escudeiros dos governos petistas, em conjunto com as oligarquias mais conservadoras do nordeste, justamente a região onde encontramos os piores indicadores de desenvolvimento humano do Brasil.
Já não dá mais para esconder o percurso do dinheiro subtraído da Petrobras. Dessa pequena parte do que se conhece da roubalheira, sabe-se agora, pelo brilhante trabalho realizado pela PF, que além de abastecer as campanhas políticas, o dinheiro sujo também abastecia as falsas empresas de consultorias e os corruptos. Não é à toa que ex-ministro José Dirceu, chamado pelos petistas de “guerreiro do povo brasileiro”, esteja à caça de um Habeas - corpus para não voltar para a cadeia.
No entanto, em troca de passar o Brasil a limpo em favor de um projeto político de Estado, em benefício de todos os brasileiros, o ex-presidente Lula da Silva prefere jogar a sujeira para debaixo do tapete, a fim de salvar a própria pele e não largar o osso. Quiçá vejamos em breve o dinheiro sujo também chegar à sua Fundação!
Claro que não podemos confundir oportunista com estadista. Diferentes demais são ambas as coisas. Prova disto é o que diz o presidente do PT, Rui Falcão, ao afirmar que “a gente entende que haja corrupção, nós já estamos acostumados... A volta de Lula não é questão de messianismo, nem de salvação nacional, é a continuidade de um projeto político que precisa avançar”.
Acostumados com a corrupção? Continuar saqueando o dinheiro dos nossos impostos? E a péssima qualidade da educação e da saúde? E a derrocada das nossas indústrias? Que projeto é esse que tolhe a inclusão social iniciada no governo de Itamar Franco, que endivida o país e empobrece a população com uma inflação já perto de 9%?  Esse é o projeto da incompetência e a população brasileira, enganada durante tanto tempo, despertou-se em berço esplêndido e já começa a ver tudo isso... O país, nos mesmos moldes da Petrobras, foi saqueado!

Então, que a operação Lava-Jato seja concluída com todo sucesso e que as punições que virão, sirvam como exemplo, para que possamos sonhar com um país melhor, pelo menos para as futuras gerações.  Calar as vozes que vêm das ruas é o que podemos chamar de golpismo.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Impeachment inevitável!

Em poucas palavras o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC/PSDB-SP) resumiu o papel da oposição nesse gravíssimo momento da vida nacional, ao dizer que não se pode esperar “o propósito antidemocrático de derrubar governos, mas tampouco o temor de cumprir seus deveres constitucionais, se os fatos e a lei assim o impuserem”. Só isto bastou para que o governo e o PT tremessem diante do alerta e da possibilidade real de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT-DF).
Tanto o governo e o PT sabem que não faltam motivos para o impeachment. Os depoimentos a título de delação premiada e as provas que circulam no âmbito da Polícia Federal e da Justiça, relativas à operação Lava-Jato, demonstram cabalmente a roubalheira instalada na Petrobras. Os maiores favorecidos foram o PT, o PMDB, o PP e as campanhas dos candidatos petistas depois de 2003, com objetivos claros de sustentar um projeto de manutenção do poder e enriquecimento ilícito de seus operadores.
Outro ponto de absoluta vulnerabilidade da presidente Dilma Rousseff são as chamadas “pedaladas fiscais”. São incontestáveis os artifícios usados recorrentemente durante o primeiro mandato para melhorar o resultado das contas do governo. Em 2014, entretanto, foram extrapolados todos os limites. Em ano eleitoral, como a própria presidente afirmou, “nós podemos fazer o diabo quando é hora de eleição”. E assim foi feito, com resultados danosos para toda economia e flagrante descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.    
A atual crise vivenciada por todos os brasileiros, marcada por inflação em ritmo acelerado, juros altos, restrição ao crédito, aumento do desemprego, retração das atividades econômicas, desvalorização do real, falta de confiança dos investidores, entre tantos outros problemas, são sinais claríssimos da irresponsabilidade do governo na condução da política econômica. Só com a contenção dos preços da energia elétrica e da gasolina, para reter artificialmente a inflação e ganhar a eleição, o governo desperdiçou mais de R$ 100 bilhões.
Então, motivos para o impeachment não faltam! Se não houvesse em nosso País tanto descaso com o descumprimento das leis, a presidente sequer teria assumido o segundo mandato, tantas foram as irregularidades praticadas contra a legislação eleitoral, inclusive no período anterior de campanha, quando a máquina pública foi usada escancaradamente, sem qualquer pudor.
O depoimento do empreiteiro Ricardo Pessoa, proprietário da UTC Engenharia, em acordo de deleção premiada relativa à Operação Lava-Jato, com apresentação de provas, até agora é irrefutável. Segundo Pessoa, foram repassados R$ 7,5 milhões do dinheiro desviado da Petrobras para Edinho Silva (PT-SP), tesoureiro da última campanha da presidente Dilma Rousseff. Por esta razão, Ricardo Pessoa será ouvido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, na próxima terça-feira, por autorização do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). O cerco vai se fechando...

Daí o desespero do governo e do PT de que tudo venha a ser devidamente esclarecido. Por isto, todos se voltam contra a Polícia, a Justiça e o Ministério Público federais, pela investigação da Operação Lava-Jato, e contra o Tribunal de Contas da União (TCU), pelas “pedaladas fiscais”. É nesse vácuo que a oposição deve “cumprir seus deveres constitucionais”, da forma como bem disse FHC. Então, o verdadeiro golpe é não aceitar que o Estado brasileiro funcione.