quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Lastreando o vírus da incompetência.


Mesmo depois de elevar a alíquota de uma série de impostos e tomar outras medidas para aumentar as receitas, como não corrigir a tabela de descontos do Imposto de Renda de 2016, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT-RS) não conseguirá cumprir a meta de superávit primário prometido para este ano, de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Por esta razão, a equipe do ministro Nelson Barbosa já estuda flexibilizar essa meta, de modo a permitir um déficit primário entre 0,5% e 1,0% do PIB.
O motivo é que o governo não consegue conter os gastos públicos e continua a desembolsar mais dinheiro do que o Tesouro Nacional arrecada. Como exemplo, dos três mil cargos que seriam extintos, por decisão da presidente, somente nove efetivamente foram diminuídos. E o toma lá dá cá continua solto como forma de manter o governo. Para cobrir o rombo, então, prioriza-se o aumento das receitas e trabalha-se pela volta da CPMF. Como sempre, o dinheiro acabará por sair dos bolsos dos contribuintes.
Os principais indicadores econômicos e financeiros nos dão conta de que a atual situação do Brasil é gravíssima; que a crise atual tem uma dimensão bem maior do que outras anteriores. Na realidade o Brasil quebrou pela inépcia dos últimos governos. Assim, por mais um ano o país não conseguirá poupar nem um único centavo para o pagamento dos juros da dívida pública, que dia a dia cresce aceleradamente.
Por isto, várias empresas de consultoria e analistas de mercado projetam para este ano uma recessão entre 3% e 4% do PIB. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), nosso país terá a segunda pior performance econômica entre os demais países, só perdendo para a Venezuela. Daí o novo rebaixamento pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, que levou o Brasil ao mesmo patamar da Bolívia, Guatemala e Paraguai.
Se não estivéssemos vivendo essa realidade, quando a grande maioria dos brasileiros já sente no bolso que está pagando a conta, veríamos o governo da presidente Dilma Rousseff chamando esses segmentos altamente especializados de agourentos, de alarmistas, de pregadores do caos. Mas, a consolidação de economia forte não se faz com discurso, nem com demagogia.
Até bem pouco tempo a presidente Dilma Rousseff e o então ministro da Fazenda Guido Mantega (PT-SP), em uníssono com o ex-presidente Lula e o PT, anunciavam um país às mil maravilhas. Afinal, a presidente fora vendida ao Brasil desavisado como uma “excelente gestora”, “doutora em economia”, com capacidade de resolver todos os problemas nacionais.
Daí o desespero do ex-presidente e do PT em reverter a atual crise, como se todos os estragos realizados no passado pudessem ser corrigidos com um toque de mágica. A realidade é que o governo petista inflou o Estado, acumulando dívidas sobre dívidas, e agora não sobra mais dinheiro para pagar as contas. E, para piorar, falta-lhe ainda determinação e competência para tomar as medidas necessárias.
Segundo o ex-presidente Lula “o governo tem até junho para mostrar a recuperação da economia... porque senão o povo não defenderá o governo”. Só que o Brasil de agora não navega no mesmo céu de brigadeiro de seu tempo, quando o preço das nossas commodities e o crescimento da China impulsionavam nossa economia. Naquela época o ex-presidente julgava-se como o “cara”, transformador do Brasil e do mundo.

É impossível, entretanto, uma recuperação tão rápida, sem os lastros necessários. Medidas populistas e de resultados imediatos, conforme pretensões do PT, só servirão para comprometer ainda mais o futuro. Outro ponto é que ninguém confia mais nesse governo, depois de tantos escândalos e demonstrações de incompetência. Economia é tal qual o Aedes aegypti, se não tomadas as precauções necessárias, em tempo hábil, lá na frente a tragédia aparece, e, queiram ou não, todos sofrem as consequências.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Que as instituições Republicanas cumpram suas funções.


Tem se efetivado nesses últimos meses um ataque incessante aos organismos da Justiça e ao Juiz Sérgio Moro, como forma de desacreditar as decisões no âmbito da Operação Lava Jato. Ora é o governo da presidente Dilma Rousseff (PT-RS) e o Planalto; ora sua estridente base parlamentar de sustentação, sobretudo o PT e o PCdoB; ora a direção do PT e seus militantes; ora a casta de alguns advogados criminalistas. A Justiça, entretanto, não pode estar alinhada ao projeto de poder lulopetista, pela própria independência das suas funções na defesa do Estado.
A animosidade chegou ao ponto da própria presidente da República e do ex-presidente Lula da Silva (PT-SP), agora também seu fiel escudeiro, ao lado de outros importantes figurões do governo, serem flagrados na trama de obstruir a Justiça, conforme se observou em gravações da Polícia Federal (PF). Nem mesmo o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, deixou de expor publicamente a intenção de controlar os trabalhos da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público, como revelado em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”.  
Estivéssemos em um país desenvolvido, inúmeras autoridades já teriam sido afastadas da vida pública nacional, pelo menos até a conclusão do inquérito que investiga essa série de crimes cometidos contra o Estado e empresas públicas, típicos de uma organização criminosa. Qualquer sistema Republicano que se preze não pode abdicar de preservar o cumprimento das leis e preservar seus valores.
Aqui, entretanto, essa situação vai chegando cada vez mais aos extremos, tornando-se a cada dia mais preocupante. Nem mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF), na figura de alguns de seus ministros, que deveriam ser exemplos para a nação, tem demonstrado a isenção necessária para permitir o andamento da Operação Lava Jato, considerando sua importância para o futuro da nação e o interesse público.
É de se estranhar, portanto, as declarações do ministro Marco Aurélio Mello, em entrevista no programa “Roda Viva”, da TV Cultura de São Paulo, de que vê “algo errado no grande número de delações premiadas” na Operação Lava Jato, e que “nunca vimos um número tão grande de delação premiada”. Vale lembrar que a Lei 12.850, de 02 de agosto de 2013, é muito recente. Portanto, somente agora está sendo possível mensurar a eficácia da lei no combate à criminalidade, mas ainda não há parâmetros para avaliar a quantidade das delações realizadas.
Outro ponto importante da entrevista do ministro é a sua afirmação de que não pode “a priori dizer que todas as decisões (do Juiz Sérgio Moro) estejam corretas”, justificando “que todos estamos sujeitos a erros”. Não estaria o ministro Marco Aurélio Mello prejulgando as decisões da Operação Lava Jato, quando lhe falta ainda conhecimento de todo o teor do processo?
Também é estranha a determinação do ministro, para que a Câmara dos Deputados instale o processo de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer, logo no dia seguinte à entrevista acima mencionada. Não se pode crer que as atitudes de Sua Excelência sejam justificadas pela nomeação de sua filha, a advogada Letícia Mello, para desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que abrange o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, pela presidente Dilma Rousseff.
Percebe-se claramente que as forças contrárias à Operação Lava Jato já não se escondem na penumbra da noite, haja vista as notícias que a cada dia permeiam as páginas dos principais jornais do país, dando conta da possibilidade de anulação de vários atos do Juiz Sérgio Moro. É explícita a intenção de implodir a Operação Lava Jato!  Cabe agora aos brasileiros a decisão de admitir, ou não, a continuidade da roubalheira. E o único caminho para evitar que tudo isso acabe em pizza, por mais uma vez, é a rua. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Lula e o PT não são maiores que o Brasil


A cada dia aparece uma nova versão sobre o apartamento na praia das Astúrias, no famoso balneário da elite paulista no Guarujá, e sobre o sítio encravado na Serra do Mar, no município de Atibaia – SP. É cristalino que Lula da Silva nunca teve tanta preocupação em se desvencilhar de processos como agora, depois que a Operação Lava Jato chegou à sua porta. Para ele, no entanto, o mais importante é sobreviver até as eleições de 2018, não importa o que terá que fazer pela frente.
Enquanto isso, a “alma mais honesta do País” - quiçá também não se considere do mundo – vai inflando a militância de seu partido, os movimentos sociais, a UNE, a CUT e todos aqueles que sobrevivem na órbita do governo petista e simpatizantes. Nos últimos treze anos tais entidades aprenderam a usufruir do dinheiro público, utilizando-se do Estado brasileiro. Agora, tudo farão em favor de seu líder, para que não percam suas benesses. Se os recursos dos impostos provêm do suor dos que trabalham, isto é questão secundária, sem importância.
É nesse jogo que o PT se mobiliza, ao lado dos advogados das grandes empreiteiras e dos demais investigados pela Operação Lava-Jato, para depois do Carnaval intensificar a campanha contra o juiz Sérgio Moro e os trabalhos da Justiça. Como sempre, o modus operandi é continuar atacando para desacreditar o trabalho minucioso realizado com absoluta competência pela Justiça Federal, Polícia Federal e Ministério Público. Se o ex-presidente está atolado até o pescoço no PETROLÃO é também irrelevante, pois o que mais importa é a continuidade do poder.
Assim, o “grande líder” passa à vítima de todo o processo. Seus algozes são as “calúnias” da oposição, propagadas pela imprensa “maldita”. Todos unidos com o Juiz Sérgio Moro, “incompetente e suspeito para julgar o caso”, conforme opinião do advogado criminalista Nélio Machado, defensor de um dos réus da Operação Lava Jato. Ou, nas palavras do presidente do PT, Rui Falcão: “isto é calúnia dos preconceituosos de sempre”, por não admitir que o Lula “melhorou a vida dos brasileiros”.
Os rótulos, como se vê, são os mais diversos, mas não faltarão os de “golpistas” e “coxinhas”, ao lado dos argumentos mais descabidos com o propósito de transformar a mentira em verdade e a calúnia em realidade.  A Justiça, então, só é eficaz quando acompanha às conveniências petistas, do mesmo modo que os princípios Republicanos e Democráticos.
Interessante, e que nem Sigmund Freud explica, é que essa esquerda é incapaz de reconhecer o seu menor erro. Por isto, ninguém fala das dezenas de milhares de desempregados; do rombo histórico de R$ 111,2 bilhões nas contas do governo em 2015; da queda na produção industrial de 8,3% no ano passado, nem na desindustrialização do Brasil; do desastre da gestão da Petrobras e das falcatruas nos fundos de pensão; do endividamento do País e dos descontroles das contas públicas; da roubalheira instalada em Brasília, etc.. etc...
Os fatos e os indicadores econômicos não valem para nada! A culpa de todos os problemas brasileiros é invariavelmente dos outros, que devem a qualquer preço serem desgastados. Mas, por ironia, a popularidade do ex-presidente Lula da Silva, como também de sua criatura, a presidente Dilma Rousseff, continua caindo para o fundo do poço, pois a maioria dos brasileiros já não acredita no conto do vigário. Outro ponto inconteste é que Lula da Silva e o PT não são maiores que o Brasil.  

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Brasil corrupto no tempo da microcefalia.

Segundo estudos da organização não governamental (ONG) Transparência Internacional, divulgados na última terça-feira na Alemanha, o Brasil caiu sete posições no ranking que mede a percepção da corrupção no sistema público. No estudo anterior, de 2014, ocupávamos a 69ª colocação, com 43 pontos, em um grupo de 175 países. Em 2015, caímos para 76ª posição, com 38 pontos, em um grupo de 168 países. A escala de avaliação varia de 0 a 100: quanto menor a pontuação, maior a percepção da corrupção.
Pesquisa recente realizada pelo Instituto de Pesquisa Datafolha ao final do ano passado, em âmbito nacional, apontou que 34% dos brasileiros consideram a corrupção como o maior problema do Brasil. A saúde obteve 16%, o desemprego 10%, enquanto a educação e a segurança pública obtiveram iguais 8%. Pela série histórica da pesquisa Datafolha, iniciada em 1996, esta foi a primeira vez que a corrupção superou problemas tradicionais, tais como saúde e desemprego.
Portanto, os estudos da Transparência Internacional são coincidentes com a pesquisa Datafolha, ao constatar o aumento na percepção da corrupção. Segundo Alejandro Salas, diretor regional para as Américas da Transparência, “desde o MENSALÃO a corrupção entrou na agenda pública do país”. Porém, com o PETROLÃO e as investigações da Operação Lava Jato ganhou nova dimensão. Tanto é assim, que além de piorar a pontuação e a posição no ranking, também contribuiu para que o Brasil registrasse o maior avanço na corrupção, entre os países observados em 2015.
Segundo Salas, o “que preocupa é que no Brasil não se trata de um político fazendo algo sujo individualmente; a corrupção é crime organizado”. E claro, envolve muitos políticos, agentes públicos e empresários, que se apropriam do Estado, sem o mínimo pudor, para o enriquecimento ilícito e manutenção de um projeto de poder. Daí o aparelhamento do Estado e a vontade de calar a imprensa independente, para fazer valer as versões “oficiais” ou do partido junto à opinião pública.
Os recentes ataques e tentativas de colocar sob suspeição o juiz Sérgio Moro e a Justiça, da forma organizada pelo PT e seus aliados, advogados das grandes empresas envolvidas na Lava-Jato e governo, nada mais é que parte dessa estratégia.  Felizmente, as decisões do juiz Sérgio Moro - baseadas na apuração consistente dos dados e na obtenção de provas robustas pela Polícia Federal e Ministério Público - vêm até aqui sendo mantidas quase que integralmente pelas instâncias superiores.
Tais fatos desmistificam a afirmação do governo e do PT de que “agora a corrupção aparece porque o governo investiga”, como forma de justificar o aumento da percepção da corrupção. Primeiro: não é o Executivo quem investiga, mas a Polícia Federal e o Ministério Público, que são órgãos independentes, com autonomia, tal qual a Justiça. Segundo: fosse assim o governo e o PT não estariam tão preocupados em esconder tanta sujeira e colocar a todos nessa mesma lama.
A Constituição de 1988 trouxe avanços inquestionáveis à separação dos poderes e à autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público. Quem não se lembra do dinheiro apreendido na residência oficial da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso? Nem todo brasileiro é vítima da microcefalia que o PT e o governo petista tenta impelir a todos.
É claro que a corrupção no Brasil não começou hoje. Mas, também é inegável que nos treze anos de governo petista a corrupção ganhou novas formas, foi sistematizada e tomou proporções nunca antes vistas em nossa história. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Buraco sem fundo.

O último Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) com as previsões para o desempenho da economia mundial permite-nos avaliar que as perspectivas do Brasil não são nada animadoras. Pelo FMI, em 2015 a economia brasileira deverá encolher -3,8%, enquanto a mundial crescerá 3,1%. Em 2016 a previsão é de que nossa economia irá encolher -3,5%, enquanto o mundo crescerá na média de 3,4%. Para o ano 2017 ficaremos estagnados, sem crescimento, enquanto a economia mundial avançará em torno de mais 3,8%.
As estimativas do FMI vão ao encontro de outros organismos internacionais. No plano interno, as grandes consultorias também pioram suas previsões a cada semana. Pode-se mensurar, portanto, que um verdadeiro desastre está acontecendo com o Brasil, com a tendência de agravar. A recessão nunca vem sozinha: ao lado dela vem o desemprego, a diminuição dos salários e da renda, a piora na qualidade dos serviços básicos, tais como educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, etc...
A causa desse desastre é que nos últimos anos o governo gastou muito mais do que podia gastar. Em 2010, por exemplo, no último ano de governo do ex-presidente Lula da Silva (PT-SP), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 7,6%. Analisando qualitativamente esse fato, entretanto, observa-se que o impulso na economia se deu pelo aumento das despesas totais do governo, que naquele ano bateu todos os recordes históricos para eleger a então candidata Dilma Rousseff (PT-RS).
No ano seguinte, já eleita, a presidente Dilma Rousseff e seu ministro da Fazenda, Guido Mantega (PT-SP), não arrumaram a casa, de modo a colocar a política fiscal novamente no rumo. E para piorar o déficit público estimularam a política de isenção fiscal e o congelamento dos preços dos serviços controlados pelo governo, além de intervir nas decisões do Banco Central.
Tomadas as medidas cabíveis em tempo hábil, o Brasil hoje estaria crescendo pelo menos em torno da média mundial, sem a inflação de dois dígitos que penaliza, sobretudo, os mais pobres. O governo, todavia, tem demonstrado imensa dificuldade em tomar tais medidas, haja vista que prefere aumentar impostos continuamente a controlar os seus gastos.
Para a presidente Dilma Rousseff a solução da crise é simplesmente “reequilibrar o Brasil num quadro em que há queda de atividade necessariamente, a não ser que nós façamos uma fala demagógica, em ampliar impostos”. Entenderam? Eu também não! (A linguagem utilizada é o “dilmês). Mas, a presidente completa dizendo que “é fundamental para o país sair mais rápido da crise aprovar a CPMF”.
Recentemente, a presidente havia prometido um conjunto de medidas para diminuir os gastos do governo, mas não atingiu 15% das metas, conforme matéria divulgada recentemente pela “Folha de São Paulo”. Até a diminuição do próprio salário e o dos ministros, que só tem efeito demagógico no conjunto das despesas, ficou no discurso. As despesas, no entanto, não param de aumentar. Somente com juros da dívida pública, o Brasil desembolsou mais de R$ 500 bilhões, em 2015. Quase quatro vezes mais do que os gastos com a Educação e a Saúde.
O Brasil não precisa de CPMF e nem de aumentar os impostos. Necessita imediatamente é de governo, com capacidade e credibilidade para realizar as mudanças necessárias. Na realidade o governo da presidente Dilma Rousseff já acabou. Só lhe resta a história, onde ficará marcado como o pior período de nossa vida Republicana. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Governo Dilma e PT derrotados.


A cada fato novo da Operação Lava-Jato o PT e as lideranças mais “ilustres” da base aliada vão se enrolando ainda mais. Hoje nem mesmo o ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) e a presidente Dilma Rousseff (PT-RS) estão imunes de serem indiciados. É evidente que ambos sempre foram beneficiados pelo projeto petista de perpetuação no poder. Há tempo a imprensa livre e os segmentos mais responsáveis da vida nacional vêm denunciando o aparelhando da máquina pública e a institucionalização da roubalheira, “como nunca antes na história do Brasil”.
A crise econômica, política e ética que ora vivenciamos, em toda sua extensão e gravidade, resultou desse projeto, que sempre colocou os interesses ideológicos em primeiro plano. Daí não haver nenhum constrangimento em comprar o apoio parlamentar das velhas oligarquias regionais, pela necessidade de manter uma folgada maioria no Congresso Nacional. Assim, as ações de resultados imediatos, na busca de manter um eleitorado cativo, sem capacidade crítica, jogaram em segundo ou terceiro plano as políticas de Estado e a meritocracia.
Felizmente, para o bem do Brasil e dos brasileiros, esse projeto ruiu e vai chegando ao fim, pela própria incompetência, ganância e atraso ideológico de seus executores. É nessa ruína que, de novo, a população brasileira vai se reencontrando. Tal como diz o velho adágio popular “ninguém engana para sempre”. A sociedade brasileira já não suporta as dissimulações e mentiras, nem o raivoso “nós” contra “eles”, que durante os treze anos de governo petista estimulou a cizânia entre os brasileiros para continuar reinando.
Duro é que isso tenha acontecido depois da terra arrasada, quando o povo sente no bolso que está pagando a conta. E o rombo é tão grande que será necessário um longo período para recuperar a Petrobras e as demais empresas públicas saqueadas, bem como o desastre que arruinou a nossa vida econômica.
A decisão política do Supremo Tribunal Federal (STF) de alterar o rito da Câmara dos Deputados pode ter tornado mais difícil o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT-RS).  O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por seu turno, pode também não cassar o mandato da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), pela utilização de dinheiro sujo na campanha política, não obstante a abundância de provas. É notório que as nossas mais altas Cortes estão aparelhadas.
A presidente também poderá continuar circundando com pedaladas as imediações do Alvorada, bem como seguir gastando o escasso dinheiro público em propagandas, com o objetivo de melhorar a imagem. No entanto, os estragos realizados pelos governos petistas tornaram o partido e as suas principais lideranças e aliados irremediavelmente desacreditados. O “governo” de Dilma Rousseff hoje é irrecuperável!
O PT - incluindo seu “grande” líder, o ex-presidente Lula da Silva (PT-SP), e a presidente Dilma Rousseff – está sendo derrotado por seu projeto de poder e ambições sem limites. E hoje o descrédito é tanto, que ninguém de sã consciência leva a sério o discurso petista. Em breve só restarão nas ruas em sua defesa os sindicatos pelegos e os ditos movimentos sociais, que só se prestam a repudiar o trabalho e viver das benesses do dinheiro público.
Quanto mais o PT e a presidente Dilma Rousseff façam o “diabo”, ao troco do toma lá dá cá para continuar governando, mais caro sairá a conta para os brasileiros. Não há como esse governo exorcizar a sua incompetência, pois ela o assombra como uma alma gêmea. A solução é a rua, pelo impeachment imediato. O depois cabe ao povo a escolha, mas sem qualquer participação da esquerda retrógrada, nem das oligarquias que a acompanha.
A cada dia de permanência do atual governo é mais um dia de crise. E como a Operação Lava-Jato vem demonstrando, é também mais um dia de vergonha para o Brasil diante do mundo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Do descontrole à ruína.

A cada novo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional verifica-se que o cenário da economia brasileira continua piorando. O principal motivo é o desleixo com a política fiscal, pois o governo de Dilma Rousseff (PT-RS) persiste em seguir gastando muito mais do que arrecada, produzindo sucessivos déficits primários. Não sobra qualquer recurso para compor o que chamamos em economia de superávit primário, para o pagamento dos juros da dívida pública.
Por isto, a situação atual do Brasil pode ser comparada a uma avalanche de neve, que ao descer da montanha vai carregando toda matéria que encontra pelo frente, pois, em síntese, a cada mês o governo aumenta a dívida pública ao não conter as despesas correntes e ainda acumula juros sobre juros. Por conseguinte, do mesmo modo que as famílias quando têm as finanças descontroladas, o País vai perdendo sua credibilidade, os juros vão ficando mais altos e os investidores se afastando.
Pelo último relatório do Tesouro Nacional, consolidado até o mês de novembro de 2015, o total da dívida interna acumulada pelo governo petista alcançou a cifra astronômica de R$ 2,71 trilhões ao final do mês de novembro de 2015. Comparando-se ao mês anterior (outubro) houve um aumento de 2,67% no somatório da dívida.  Quando se considera a dívida bruta (a interna mais a externa) o montante alcança R$ 3,8 trilhões, com previsão de fechar o balanço de 2015 no patamar de 67,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Conformo matéria recente publicada no “Correio Brasiliense”, a dívida bruta brasileira poderá chegar a 88% do PIB ao final do governo de Dilma Rousseff, mantidas as despesas correntes atuais. No início do primeiro mandato, em 2011, esse montante correspondia a apenas 51,8% do PIB. É óbvio, portanto, que durante o período em questão a dívida brasileira não parou de crescer, o que demonstra o absoluto descaso do governo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como comprometimento com o futuro.
Neste aspecto, a realidade é sempre inconteste: quanto mais um país se endivida, mais amargas serão as medidas para recolocar a economia no rumo. Por justiça, a saída do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy deveu-se à resistência do governo em realizar os acertos necessários. Não basta aumentar impostos para que o contribuinte pague a conta, se o governo não tem determinação para enxugar os seus gastos.
Na contramão, por seu viés ideológico, a presidente Dilma Rousseff tem imensa dificuldade em compreender que há limite para as empresas e as famílias suportem uma carga tributária elevada; que os recursos do governo não são ilimitados; que nenhum país tem equilíbrio financeiro gastando além do que arrecada; que não tem nada haver responsabilidade fiscal com liberalismo econômico. Aliás, tais conceitos são deveras tacanhos e atrasados.
Para piorar, o ex-presidente Lula da Silva e o seu partido, o PT, preocupados com o desgaste político e as futuras eleições, reiteram as críticas contra o ajuste fiscal, clamando pela volta da gastança. Tal populismo já jogou o País na lama! Observa-se, todavia, que por este motivo hoje os mais pobres pagam a conta com uma inflação de dois dígitos, desemprego, juros altos, diminuição dos salários e inadimplência. E o Brasil em lugar de avançar vai encolhendo no meio de uma depressão econômica.
A aversão do PT ao controle fiscal tem a mesma lógica que a roubalheira institucionalizada para lesar o erário público: lá na frente será o calote da dívida pública. Mas, a isso o mercado é implacável e não perdoa. Em suma, o PT quebrou o Brasil!