quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Lula e o PT não são maiores que o Brasil


A cada dia aparece uma nova versão sobre o apartamento na praia das Astúrias, no famoso balneário da elite paulista no Guarujá, e sobre o sítio encravado na Serra do Mar, no município de Atibaia – SP. É cristalino que Lula da Silva nunca teve tanta preocupação em se desvencilhar de processos como agora, depois que a Operação Lava Jato chegou à sua porta. Para ele, no entanto, o mais importante é sobreviver até as eleições de 2018, não importa o que terá que fazer pela frente.
Enquanto isso, a “alma mais honesta do País” - quiçá também não se considere do mundo – vai inflando a militância de seu partido, os movimentos sociais, a UNE, a CUT e todos aqueles que sobrevivem na órbita do governo petista e simpatizantes. Nos últimos treze anos tais entidades aprenderam a usufruir do dinheiro público, utilizando-se do Estado brasileiro. Agora, tudo farão em favor de seu líder, para que não percam suas benesses. Se os recursos dos impostos provêm do suor dos que trabalham, isto é questão secundária, sem importância.
É nesse jogo que o PT se mobiliza, ao lado dos advogados das grandes empreiteiras e dos demais investigados pela Operação Lava-Jato, para depois do Carnaval intensificar a campanha contra o juiz Sérgio Moro e os trabalhos da Justiça. Como sempre, o modus operandi é continuar atacando para desacreditar o trabalho minucioso realizado com absoluta competência pela Justiça Federal, Polícia Federal e Ministério Público. Se o ex-presidente está atolado até o pescoço no PETROLÃO é também irrelevante, pois o que mais importa é a continuidade do poder.
Assim, o “grande líder” passa à vítima de todo o processo. Seus algozes são as “calúnias” da oposição, propagadas pela imprensa “maldita”. Todos unidos com o Juiz Sérgio Moro, “incompetente e suspeito para julgar o caso”, conforme opinião do advogado criminalista Nélio Machado, defensor de um dos réus da Operação Lava Jato. Ou, nas palavras do presidente do PT, Rui Falcão: “isto é calúnia dos preconceituosos de sempre”, por não admitir que o Lula “melhorou a vida dos brasileiros”.
Os rótulos, como se vê, são os mais diversos, mas não faltarão os de “golpistas” e “coxinhas”, ao lado dos argumentos mais descabidos com o propósito de transformar a mentira em verdade e a calúnia em realidade.  A Justiça, então, só é eficaz quando acompanha às conveniências petistas, do mesmo modo que os princípios Republicanos e Democráticos.
Interessante, e que nem Sigmund Freud explica, é que essa esquerda é incapaz de reconhecer o seu menor erro. Por isto, ninguém fala das dezenas de milhares de desempregados; do rombo histórico de R$ 111,2 bilhões nas contas do governo em 2015; da queda na produção industrial de 8,3% no ano passado, nem na desindustrialização do Brasil; do desastre da gestão da Petrobras e das falcatruas nos fundos de pensão; do endividamento do País e dos descontroles das contas públicas; da roubalheira instalada em Brasília, etc.. etc...
Os fatos e os indicadores econômicos não valem para nada! A culpa de todos os problemas brasileiros é invariavelmente dos outros, que devem a qualquer preço serem desgastados. Mas, por ironia, a popularidade do ex-presidente Lula da Silva, como também de sua criatura, a presidente Dilma Rousseff, continua caindo para o fundo do poço, pois a maioria dos brasileiros já não acredita no conto do vigário. Outro ponto inconteste é que Lula da Silva e o PT não são maiores que o Brasil.