quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Do descontrole à ruína.

A cada novo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional verifica-se que o cenário da economia brasileira continua piorando. O principal motivo é o desleixo com a política fiscal, pois o governo de Dilma Rousseff (PT-RS) persiste em seguir gastando muito mais do que arrecada, produzindo sucessivos déficits primários. Não sobra qualquer recurso para compor o que chamamos em economia de superávit primário, para o pagamento dos juros da dívida pública.
Por isto, a situação atual do Brasil pode ser comparada a uma avalanche de neve, que ao descer da montanha vai carregando toda matéria que encontra pelo frente, pois, em síntese, a cada mês o governo aumenta a dívida pública ao não conter as despesas correntes e ainda acumula juros sobre juros. Por conseguinte, do mesmo modo que as famílias quando têm as finanças descontroladas, o País vai perdendo sua credibilidade, os juros vão ficando mais altos e os investidores se afastando.
Pelo último relatório do Tesouro Nacional, consolidado até o mês de novembro de 2015, o total da dívida interna acumulada pelo governo petista alcançou a cifra astronômica de R$ 2,71 trilhões ao final do mês de novembro de 2015. Comparando-se ao mês anterior (outubro) houve um aumento de 2,67% no somatório da dívida.  Quando se considera a dívida bruta (a interna mais a externa) o montante alcança R$ 3,8 trilhões, com previsão de fechar o balanço de 2015 no patamar de 67,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Conformo matéria recente publicada no “Correio Brasiliense”, a dívida bruta brasileira poderá chegar a 88% do PIB ao final do governo de Dilma Rousseff, mantidas as despesas correntes atuais. No início do primeiro mandato, em 2011, esse montante correspondia a apenas 51,8% do PIB. É óbvio, portanto, que durante o período em questão a dívida brasileira não parou de crescer, o que demonstra o absoluto descaso do governo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como comprometimento com o futuro.
Neste aspecto, a realidade é sempre inconteste: quanto mais um país se endivida, mais amargas serão as medidas para recolocar a economia no rumo. Por justiça, a saída do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy deveu-se à resistência do governo em realizar os acertos necessários. Não basta aumentar impostos para que o contribuinte pague a conta, se o governo não tem determinação para enxugar os seus gastos.
Na contramão, por seu viés ideológico, a presidente Dilma Rousseff tem imensa dificuldade em compreender que há limite para as empresas e as famílias suportem uma carga tributária elevada; que os recursos do governo não são ilimitados; que nenhum país tem equilíbrio financeiro gastando além do que arrecada; que não tem nada haver responsabilidade fiscal com liberalismo econômico. Aliás, tais conceitos são deveras tacanhos e atrasados.
Para piorar, o ex-presidente Lula da Silva e o seu partido, o PT, preocupados com o desgaste político e as futuras eleições, reiteram as críticas contra o ajuste fiscal, clamando pela volta da gastança. Tal populismo já jogou o País na lama! Observa-se, todavia, que por este motivo hoje os mais pobres pagam a conta com uma inflação de dois dígitos, desemprego, juros altos, diminuição dos salários e inadimplência. E o Brasil em lugar de avançar vai encolhendo no meio de uma depressão econômica.
A aversão do PT ao controle fiscal tem a mesma lógica que a roubalheira institucionalizada para lesar o erário público: lá na frente será o calote da dívida pública. Mas, a isso o mercado é implacável e não perdoa. Em suma, o PT quebrou o Brasil!