quinta-feira, 28 de abril de 2016

PT - Um partido sem conserto.

Em contagem regressiva para desembarcar do poder, o PT e seus fiéis aliados dão obstinadas demonstrações de que não têm qualquer apreço aos princípios democráticos e às leis que ora conduzem o impeachment da “presidenta” Dilma Rousseff (PT-RS). Até parece que todos os problemas do Brasil são políticos e que não existe uma gravíssima crise econômica e também de valores, legada ao país a partir do segundo mandato do ex-presidente Lula da Silva (PT-SP). Portanto, de responsabilidade exclusiva dos governos petistas.
Por isto, questões importantes como o desemprego, o endividamento crescente, o encolhimento da economia, a deterioração dos serviços públicos e os problemas de infraestrutura do país são tratadas como se não existissem. O que ganha vulto é atrapalhar o mais que possível o futuro governo de Michel Temer (PMDB-SP), em uma missiva destrutiva do quanto pior melhor, pela não conformação de ver desmontado o projeto de poder socialista, aos moldes do bolivarianismo que levou a Venezuela à ruína.
Daí o início da realização de protestos de todos os tipos, com invasões de propriedades produtivas e cerceamento do direito de ir e vir nas cidades e no interior do Brasil. Esse é “o momento de embate democrático”, da forma pronunciada pelo ex-presidente Lula da Silva, durante a abertura do seminário “Aliança Progressista”, que reuniu vários partidos de esquerda de outros países, como se baderna fosse democracia.
Aliás, o ex-presidente não se cansa de falar de acordo com as circunstâncias, de modo a pavimentar um caminho mais curto para as eleições de 2018. Nesse enredo, agora é o Legislativo que compõe a “quadrilha que fez a agenda do caos no Brasil”. Mas, até pouco tempo, a maioria dos políticos que foram favoráveis ao impeachment eram parte da base aliada petista, inclusive o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, para vergonha dos brasileiros.
Enquanto o dinheiro corria solto para comprar o apoio político, sustentado pela maior roubalheira de todos os tempos, tudo parecia fluir normalmente, como se estivéssemos no melhor dos mundos de um país maravilha. Como faltou dinheiro depois tanta gastança e da roubalheira, cada qual passou a mostrar a verdadeira face. Claro que também não contavam com a Operação Lava - Jato!
Nada mais lastimável, todavia, que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva anunciarem ao mundo o transcurso de um “golpe”, o que só contribui para manchar ainda mais a imagem do Brasil lá fora. Na realidade o impeachment da “presidenta” vem cumprindo com todos os preceitos legais e democráticos, além de contribuir para consolidar a nossa democracia, que não é a mesma “democracia” da minoria petista. No grito!
No passado o PT se postou contra a eleição do estadista Tancredo Neves; contra o Plano Real que estabilizou a nossa economia; contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que em seu governo foi rasgada para alimentar a atual crise. Se na oposição sempre faltou ao PT espírito público, no governo sobrou-lhe incompetência e irresponsabilidade com a nação.
Está claro, portanto, que o PT não pensa no Brasil, senão no poder e nas eleições de 2018. Contudo, de nada adiantará a gritaria petista, pois está a cada dia mais exposto todo seu fracasso, não obstante aos pacotes de bondade que venham a ser anunciados.