quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Dissimulações & Mentiras.


O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) perdeu as condições para manter o mandato e a presidência da Câmara dos Deputados. Fosse o Brasil um país zeloso de seus valores éticos e das leis ele já teria caído desde que o Ministério Público da Suíça confirmou a existência de US$ 5,0 milhões em contas secretas suas e de familiares em bancos suíços. Cunha, entretanto, teima em resistir atraindo para si os holofotes da mídia e afastando-o do centro da crise, que deveria estar no Palácio do Planalto.
O dinheiro sujo descoberto nas contas de Eduardo Cunha na Suíça é apenas uma agulha no palheiro da corrupção institucionalizada pelos governos petistas, desde que o partido assumiu o poder em 2003. O toma lá dá cá espalhado por todos os ministérios, agências reguladoras e empresas públicas dão claros sinais de que o MENSALÃO e o PETROLÃO são apenas parte de um grande balcão de negócios. Isto envolve muita gente entre políticos, burocratas, empreiteiras e fornecedores do governo. 
Nada disso, porém, seria possível sem a aquiescência do Palácio do Planalto. É para lá, aliás, que sempre apontam as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal. Mas, o PT e o governo, sem excluir o ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) e a presidente Dilma Rousseff (PT-RS), não tiveram até aqui sequer um único gesto de grandeza para assumirem seus malfeitos. Pelo contrário, sempre procuram dissimular os fatos, para encobri-los e confundir a opinião pública, sem qualquer constrangimento de mentir escancaradamente.
Suas dissimulações e mentiras até parecem comédias protagonizadas por atores profissionais, tamanha a desfaçatez. Mas, na realidade, elas são desastrosas para o país, pois na essência guardam o objetivo de um projeto velho de poder, ultrapassado, que se pudessem levaria o país a uma ditadura, nos moldes do bolivarianismo da Venezuela. Daí o propósito de dominar o Estado brasileiro, sem considerar a vontade da maioria da população e deixando os interesses reais do Brasil em plano secundário.
Por isto, a presidente Dilma Rousseff diz que o seu governo “não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção”; que “as pessoas que estão envolvidas estão presas, e não é a empresa Petrobras que está envolvida no escândalo”. Claro! Eduardo Cunha é apenas uma peça da engrenagem corroída por tantos escândalos. E o governo da Presidente Dilma está sim transbordando de corrupção e agonizando pelo aparelhamento do Estado, pela incompetência de gestão e por uma ideologia falida.
Não fossem os jeitinhos e conchavos, a “La brasileira”, ela já teria caído há muito tempo, depois de “fazer o diabo” para ganhar as eleições, de ser complacente com a roubalheira, de levar a economia do Brasil para o buraco em flagrante descumprimento das leis. Portanto, não é a presidente Dilma Rousseff que tem que lamentar que “seja com um brasileiro”, da forma como disse em relação ao deputado Eduardo Cunha em sua viagem recente. Na realidade cabe a nós brasileiros esse lamento, principalmente pela presidente e os políticos que temos.
A maioria desses políticos hoje nos envergonha, bem como suja a imagem de nosso país lá fora. A aprovação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, elaborado pelo deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), é uma síntese do caos moral a que chegou a nossa política. Além de excluir os políticos, o relatório ainda ataque a Operação Lava-Jato e o instituto da delação premiada. Ridículo! Asqueroso!
Enquanto a presidente Dilma Rousseff, bem como todos os políticos envolvidos em corrupção não forem destituídos, em favor de uma nova ordem política, onde não caibam na Câmara dos Deputados novos Cunhas, nem no Senado outros Calheiros, estaremos fadados ao insucesso na vida econômica e política. A crise moral é hoje a nossa maior erva daninha!