quinta-feira, 7 de maio de 2015

Resumo da inépcia alinhada à prepotência

O tamanho da incompetência e da corrupção que tomou conta do Brasil após a instalação dos governos petistas no Palácio do Planalto pode ser bem sintetizado pelo que vem acontecendo na Petrobras. A Companhia que chegou a figurar entre as dez maiores do mundo - o orgulho dos brasileiros - agora ocupa a 416ª posição, segundo o ranking anual da revista Forbes das 2.000 maiores empresas do mundo, divulgado nesta semana.
No ano de 2012 a Petrobras ocupava a 10ª posição. Em 2013 e 2014 passou, respectivamente, para a 20ª e 30ª, no mesmo ranking da Forbes. O conjunto da obra começou a ser moldado em 2003, com a ascensão do geólogo José Eduardo Dultra à presidência da Companhia - Um petista histórico com passagem pelo Sindicato dos Mineradores do Estado do Sergipe e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Sob o comando de Dultra, a Petrobras começou a ser aparelhada, da forma como agora se vê pelas delações premiadas da Operação Lava-Jato.
Entretanto, foi pelas mãos de outro petista histórico, José Sérgio Gabrielli, que a Petrobras sofreu o maior golpe de sua história, desde a fundação pelo presidente Getúlio Vargas, em outubro de 1953. Gabrielli assumiu a presidência da Companhia em julho de 2005, durante o primeiro mandato de Lula da Silva, permanecendo até fevereiro de 2012, no governo de Dilma Rousseff.
Neste período, a Petrobras foi transformada em um apêndice do projeto de perpetuação do lulopetismo no poder. E com o pré-sal ressuscitou-se a velha política do monopólio estatal, com todo estardalhaço possível para o apelo da mídia. Daí a exigência de que o mínimo de 30% dos investimentos na exploração do pré-sal fosse de competência da estatal; um plano de negócios megalomaníaco com projetos bilionários de ampliação e construção de novas refinarias; a imposição da nacionalização de um conteúdo mínimo para a exploração do petróleo e do gás, entre outras medidas de cunho populista e estatizante.
Nesta época, o ex-presidente Lula de Silva e a então candidata Dilma Rousseff se mostravam ao mundo com as mãos lavadas no petróleo, em meio à comitiva presidencial e convidados. Por que se preocupar com o endividamento da Companhia, se ela podia continuar enchendo os cofres do PT e partidos aliados, bem como os bolsos dos políticos, executivos e empreiteiros corruptos? Essa não era a pérola da coroa para mostrar aos desinformados o espetáculo de governo?
Com a vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010 veio a pá de cal que faltava: o congelamento nos preços dos derivados de petróleo, que marcaria a gestão da ex-presidente Maria das Graças Foster, encerrada em fevereiro deste ano com prejuízos bilionários.
Assim, em um período relativamente curto, o governo petista conseguiu tornar a Petrobras a empresa mais endividada do planeta, com uma dívida bruta de R$ 351,0 bilhões, conforme balanço recentemente apresentado.  Comparando-se este montante com ao da dívida acumulada em 2013, ele é maior em 31%.   Por este motivo, o valor de mercado da estatal despencou de US$ 86,8, no ano de 2013, para US$ 44,4 ao final de 2014. Um prejuízo enorme para o país e os demais acionistas, que acreditaram na Companhia.
O quadro atual da Petrobras é tão grave, que segundo o atual presidente da estatal, Ademir Bendine, hoje as alternativas estão reduzidas ao encolhimento do plano de negócio e a venda de ativos, o que limita a realização de novos investimentos.

De modo similar, mas em maior escala, o mesmo vem acontecendo como o Brasil. Por isto, a necessidade de medidas impopulares que levam ao aumento dos juros e do desemprego. Mesmo assim, o ex-presidente Lula da Silva e presidente Dilma Rousseff, e seus asseclas, não aprenderam a abaixar a crista, sem prepotência.