sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hoje, nada de política!

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aluísio Mercadante, tergiversou de todas as formas em seu pronunciamento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, na última terça-feira. Não assume, determinantemente, qualquer participação no escândalo do dossiê dos “aloprados”.
Contudo, foi seu próprio “cumpanheiro” de partido, Expedito Veloso, em entrevista à revista “Veja”, quem disse que o ministro teria sido o responsável pela arrecadação de R$ 1,7 milhão para a compra de um dossiê contra José Serra – dinheiro vivo apreendido pela Polícia Federal antes da eleição em São Paulo, quando Mercadante era o principal adversário de Serra.
Hoje, no entanto, não entrarei nas minúcias deste tema; muito menos na questão de que são sempre os próprios “aloprados”, ora com dólares na cueca, ora com a mão posta na botija, os que protagonizam os grandes escândalos do governo. Afinal, as investigações e os processos quando existem não terminam sempre em nada?
Não havendo nada, não há nada a comentar. Não façamos ilações e análises de questões resolvidas. Tudo corre na mais perfeita ordem; de pendência, apenas algumas emendas parlamentares.
Os casos polêmicos foram todos extirpados e nenhuma ação ou membro do governo precisa de blindagem. Os “cumpanheiros” e os aliados estão plenamente vigilantes e ora cumprem fielmente a função parlamentar de apoiar incondicionalmente o governo. Qualquer coisa fora disto é intriga da oposição desvairada, que não respeita os princípios republicanos e o governo democrático.
Por estas razões também não irei comentar a declaração do ministro da Defesa e ex-ministro do nosso Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, acerca dos documentos secretos produzidos durante a ditadura militar. Como diz o próprio ministro: Não há documentos. Nós já levantamos os documentos todos e não tem. Os documentos já desapareceram...”
Se não há documentos, esqueçamos esse ponto negro e obscuro da nossa história. Passemos simplesmente uma borracha e vamos apagar esse passado.
Por que eu, um brasileiro pobre mortal, deveria insistir em opinar e polemizar o tema? O ministro já não disse que “os documentos foram consumidos à época. Então não tem nada, não tem problema nenhum em relação a essa época”. Se não há problema algum com relação ao período da ditadura militar, não há o que se investigar; tudo é simples os documentos já evaporaram!
Outra questão que poderia ser o artigo da semana é a do sigilo das licitações para as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Mas este tema é sigiloso e já foi esclarecido plenamente pela presidenta Dilma. Agora, ele pode ser resumido na seguinte afirmativa: o Regime Diferenciado de Contratação das obras será muito vantajoso para o país.
Assim mostraremos ao mundo que podemos fazer obras muito boas e baratas, e com valores subfaturados.  (E sem maiores comentários, pois eles são desnecessários).
Aqui, como disse o ex-presidente Lula da Silva “a saúde está perfeita”. Não faremos nunca como na Grécia, onde agora a população reage ao leite que no passado foi derramado...