sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Justiça maiúscula ou a desfaçatez dos corruptos?

Os advogados do ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) tudo fizeram para que os processos contra o “homem mais honesto do Brasil” não fossem parar na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. De forma bem similar também agiu o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que lutou até onde pôde para manter os benefícios do foro especial, no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. É incrível, mas todo político denunciado na Operação Lava-Jato vem demonstrando verdadeiro terror quando se fala em Curitiba.
A celeridade e firmeza do Juiz Sérgio Moro e seus pares, tanto na condução dos processos como em suas decisões, tem irritado até mesmo a elite dos advogados criminalistas, habituados até então a usar de todos os artifícios imagináveis e inimagináveis para protelar a condenação de seus clientes. Claro, tudo isto à custa de honorários fabulosos, milionários. Além disso, as condenações têm sido referendadas em quase totalidade na segunda instância, na 4ª Região da Justiça Federal, em Porto Alegre.
O exímio trabalho da Receita, da Justiça, do Ministério Público e da Polícia, no âmbito Federal, entre outros órgãos, deve-se à meritocracia de seus agentes. Os concursos para as carreiras de Estado são disputadíssimos, tanto como pela relevância dos cargos como pela remuneração auferida. Outro ponto valoroso é que a maior parte do efetivo desses órgãos tem exata ciência da importância institucional no processo de consolidação do Estado Democrático de Direito. Muitos carregam também a bandeira do idealismo, ao pensar no desenvolvimento do país em sua integralidade.
Recentemente, o ex-presidente Lula da Silva, em discurso para a militância petista, na sede do PT, em São Paulo, disse que “político, por mais ladrão que seja, é melhor do que concursado”. E ainda enxovalhou a Justiça e o Ministério Público, jurando “inocência”.  Ao final, como sempre, foi muito aplaudido.
Várias pesquisas de opinião, no entanto, têm demonstrado que os órgãos que o ex-presidente ora desqualifica em seu discurso demagógico e populista, estão entre os mais respeitados pela nação, em função de seus atos em benefício de toda sociedade, conforme comprovam inúmeras pesquisas de opinião pública. Já a classe política, que o ex-presidente defende, é a com maior descrédito, dada à exposição de tantas mazelas.
Mesmo assim, o ex-presidente Lula da Silva continua encantando o meio acadêmico, principalmente os adeptos de pensamento marxista, que sonha em ver implantado no Brasil uma ditadura aos moldes de Cuba e da Venezuela. Para esse grupo e toda facção lulopetista o que importa é o convencimento das massas, para ascensão ao poder. Neste aspecto, o ex-presidente é agente político perfeito. O respeito às leis que regem o país e ao erário público são apenas balelas.
Daí o incômodo com a pluralidade de opinião, com a liberdade de pensamento, com a imprensa livre e independente das guilhotinas e da censura. Mas, por sorte, continuamos em um país em pleno gozo da democracia, onde as instituições funcionam em sua plenitude, mesmo com uns e outros defeitos. Portanto, é imprescindível que tenhamos uma Justiça com altruísmo, livre das amarras dos corruptos e demagogos, que não pensam além dos seus próprios interesses.