terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gestão do marketing e da incompetência



A mobilização que sacode o Brasil pegou de surpresa a classe política. Até então, no pedestal do poder, eles mantinham a certeza de que poderiam fazer o que bem quisessem, como se não houvesse limites. As promessas de campanha já estavam esquecidas há muito tempo, desde o fechamento das urnas. Do mandato do povo sobrava apenas o discurso, por pura retórica. Tudo continuaria “como dantes no quartel de Abrantes”.
Foi, então, um grande susto para os políticos uma manifestação repentina e tão grande, logo no início da Copa das Confederações. Não é por outro motivo, que no primeiro instante quase todos desapareceram, assustados, sem compreender o estava acontecendo.
É que eles esperavam, pelo marketing político, que todos acreditavam no Brasil “perfeito”, sem problemas. Fazia tempo que o circo estava na praça e o pão na mesa. Certamente, o discurso recorrente já estaria moldado na cabeça de todos!
Um exemplo, entre outros que poderiam ser citados, é o caso da Petrobrás. Cansamos de ver Lula da Silva nas plataformas com as mãos sujas de petróleo, vendendo à nação a “solução” do pré-sal e anunciando o fim de nossos problemas. Hoje, com toda clareza, está nítida a utilização política daquela grande empresa brasileira.
Péssima gestão. Péssimos investimentos. Péssimos planos de negócios. Uma direção irresponsável e incompetente. Ficou o rastro, formado por imensos prejuízos ao país e aos acionistas minoritários. O valor da Companhia despencou no mercado, enquanto o Brasil perdia sua auto-suficiência de petróleo.
O ex-presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielle, é um caso típico da incompetência da década petista. Vivêssemos em um país mais sério, com bons valores consolidados, seria mais um caso de cadeia!
O que eles não imaginavam é o povo saturado, por horas e horas de idas e vindas ao trabalho. Pelas escolas de péssima qualidade e filas e filas do SUS. Que o povo estava cansado de tanto discurso. E endividado pelo crédito fácil, para incentivar o consumo.
O aumento no preço das passagens e a construção dos estádios no padrão FIFA, a preço de ouro, foram apenas a gota d’água. Assim, de pouco adiantará as soluções de palanque para acalmar as massas. Elas querem muito mais!   
Como disse Dora Kramer na quarta-feira, em sua coluna em “O Estado de São Paulo”: - Inaceitável é que o açodamento, no afã de autoridades de todos os níveis se mostrem atentas a um clamor que sempre ignoraram, resulte na aprovação de projetos e anúncios de medidas que levem a resultados opostos àquilo que a população saiu de casa para exigir: Estado organizado, presente, eficiente e decente.
Só que há ainda muitos políticos escondidos, sem querer mostrar a cara. É que guiados pelos marqueteiros, nessas horas os mais “espertos” (ou covardes?) se escondem. Preferem ficar descolados do evento, para preservar “a boa imagem” diante da opinião pública.
Então, que tenhamos muito cuidado, porque a UNE e a CUT já voltaram às ruas. Além do mais, há político esperto esperando apenas a hora para dar o bote.