sexta-feira, 6 de abril de 2018

Travando o crescimento do Brasil e de seu povo

Resultado de imagem para roubalheira

A rejeição pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) para barrar a sua prisão não põe um ponto final nas tentativas das oligarquias de enterrar definitivamente a Operação Lava Jato. O fato é que essas oligarquias, encravadas no seio do poder por grupos poderosos de políticos, empresários e agentes públicos (não excluindo aí certos membros do Judiciário), continuam a lutar em surdina, e com peles alvas de cordeiros, para que a impunidade prevaleça sem poupar a roubalheira do Estado.
Uma excelente demonstração dessa trama foi dada pelo ministro Gilmar Mendes antes de seu retorno de Portugal para proferir seu voto no STF. O ministro disse claramente que “está protegendo aquele que está ficando irritado porque o desmando do poder em dado momento vai atingir também àquelas pessoas que antes torciam para a prisão de A, mas depois vem a de B, o C. Claro que A é o ex-presidente Lula da Silva; o B e o C são todos os outros os quais tenta proteger, tal como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros amigos.
O ministro disse ainda que “ter um ex-presidente da República, um asset como o Lula, condenado é muito negativo para o Brasil". Daí que venha ganhando nos últimos meses a admiração e os aplausos calorosos do PT. Contudo, qualquer pessoa de razoável inteligência sabe, à luz da razão, que a prisão de criminosos, inclusive de Lula da Silva, sempre é um excelente exemplo para conter o crime. Também, ao contrário do que tem apregoado o ministro, é muito bom para melhorar a imagem do Brasil, tão ofuscada lá fora.
Mas, as punições da forma como se viu no MENSALÃO, no PETROLÃO e em todos os desdobramentos da Operação Lava Jato não bastaram para conter a criminalidade do colarinho branco. A corrupção continua a correr solta, conforme se vê no dia a dia nas páginas manchadas dos jornais. Essa turma parece não ter limite! E nem o presidente da República, sua “excelência” Michel Temer (MDB-SP), mesmo com toda sua desfaçatez, consegue continuar enganando.
O círculo é vicioso, tal como afirmou o ministro Luiz Roberto Barroso, na última segunda-feira durante o Fórum da ONU de Segurança Humana, em São Paulo. Ou seja: o agente político indica o dirigente de ministério ou empresa estatal com metas de desvio de dinheiro. O dirigente da empresa estatal contrata por licitação fraudada a empresa parceira no esquema de desvio de dinheiro. A empresa parceira superfatura os preços para gerar o excedente de caixa que é distribuído para o agente político que nomeou o dirigente estatal e seus correligionários.
E quem invariavelmente sai perdendo é o Brasil e seu povo!
Chama a atenção que essa oligarquia não demonstra a mínima compaixão, nem mesmo com as novas gerações que formarão o exército de analfabetos funcionais do amanhã. Daí que é importante a reação da sociedade, para que possamos ter um Brasil melhor e mais justo, pelo menos para as próximas gerações. Por isto, não podemos nos acomodar ante aos poderosos que comprometem o desenvolvimento econômico, social e humano do País em função da mesquinhez e do egoísmo próprios.


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