quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Virando a competência ao avesso

A roubalheira sistematizada durante os treze anos de governos petistas não tem paralelo em nossa história. O conjunto de provas acumuladas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), no âmbito da Operação Lava-Jato e seus desdobramentos, é apenas uma amostra do que foi apurado no caso da Petrobras.  Há indícios contundentes, no entanto, de que a organização criminosa montada no seio do poder atuava massivamente em toda a máquina de Estado, incluindo os fundos de pensão, as autarquias e as demais estatais.
É evidente que a corrupção sempre esteve presente na vida republicana nacional. O que difere os governos petistas dos anteriores é o aparelhamento do Estado, instituído com objetivo claro de manter um projeto de permanência do PT no poder, de cunho essencialmente populista e alicerçado na propaganda. Neste propósito, o ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) e a “ex-presidenta” Dilma Rousseff (PT-RS) conseguiram unir a elite sindical brasileira e os chamados movimentos populares às oligarquias regionais e aos políticos mais retrógrados do país.
Assim, o Estado passou a ser loteado como um verdadeiro balcão de negócios e saqueado, o que inclusive estimulou o surgimento indiscriminado de novos partidos políticos, sem qualquer princípio programático e o mínimo comprometimento com o futuro do país. Então, para saciar a sede de roubalheira do próprio partido e de seus aliados, os governos petistas não tiveram qualquer constrangimento em criar cargos e ministérios para alocar seus apaniguados.
A meritocracia foi sendo colocada de escanteio por um fisiologismo sem limites, movido pelo toma lá dá cá e pela mentira, enquanto o país sucumbia pela incompetência e era vilipendiado pela bandalheira.
Nem mesmo os empréstimos consignados aos funcionários públicos da ativa e aposentados escaparam da ganância dos “cumpanheiros”. Mesmo assim, ninguém sabia de nada! E o ex-presidente Lula da Silva e a “presidenta” Dilma Rousseff, sua quase fiel criatura, dizem-se ainda os “honestos” do mundo, como se os fins justificassem os meios. Felizmente nem todo brasileiro foi vítima dessa lavagem cerebral; nem desse Conto do Vigário!
Esse sistema foi montado de forma tão sistematizada e organizada que passou a ser exportado para outras partes do mundo, sobretudo para países da América Latina e da África.  Para abrir o caminho utilizava-se do lobista, o chefe, com a fantasia de “palestrante”; para a máquina de propaganda e marketing de governo uma empresa com “competentes” especialistas na arte da pilantragem, com objetivo claro de mentir e alienar a população; para obtenção de recursos de forma fácil a ação de empreiteiras inescrupulosas em obras superfaturadas.
Hoje, basta querer ver, pois está mais claro que nunca, que o curto período de sucesso de nossa economia teve como alavanca o crescimento do mundo, por jogar lá para cima os preços de nossas commodities. Vale lembrar que naquela época também contávamos com um país muito mais organizado. Daí, o que precisamos é de um governo mais competente, com capacidade de enfrentar de frente a corrupção e a bandalheira. O que o Brasil menos precisa neste momento é de um “salvador da pátria”.