sexta-feira, 12 de junho de 2015

Tal como se os fins justificassem os meios.

Começou ontem em Salvador o 5º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). Sabe-se que o ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) vem articulando entre as várias correntes do partido, para que as críticas ao ajuste fiscal e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sejam atenuadas. Em contrapartida, o ex-presidente pretende uma “agenda de desenvolvimento que crie esperança ao País”, em simbiose à “agenda positiva”, criada pelo governo na tentativa de recuperar a imagem da presidente Dilma Rousseff (PT-RS).
O 5º Congresso do PT acontece em um momento em que o partido vivencia a sua maior crise. Escândalos e mais escândalos de corrupção, incompetência de gestão e ações políticas dissimuladas e fisiológicas, com objetivo claro de nunca deixar o poder fragmentar o partido. A gota d’água veio com as últimas eleições, quando a então candidata Dilma Rousseff, no afã de desconstruir os adversários, pintou o país às mil maravilhas. Depois de eleita veio a crise! E com crise a necessidade de fazer tudo aquilo que a candidata disse que só os adversários fariam.  
Esse tipo de política dissimulada está tão enraizado no PT, que já não se pode esperar nada diferente do Congresso de Salvador. Os fatos comprovam que é sempre mais fácil difundir o que convém ao partido, tal como dossiês falsos e calúnias contra os adversários, que defender o projeto político próprio, pela dissonância com a sociedade.
Esta semana o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a inflação apurada para o último mês de maio. Pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) a inflação foi de 0.74%. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada é de 8,47%, a pior marca desde o ano 2003 para o período. No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a maio, a inflação já está em 5,34%, que também é a pior marca dos últimos 12 anos.
O aumento da energia elétrica, que é uma das principais causas da inflação, já acumula uma alta de quase 60%, na média de todo Brasil. Não obstante a realidade, até há pouco tempo o governo petista propagava aos quatro cantos que não haveria aumento de preço pela abundância de energia.
Neste aspecto, não cabe nenhuma culpa pela atual crise ao ministro Levy, senão à desastrosa política econômica empreendida pela equipe petista nos últimos oito anos de governo. Em resumo, a crise de hoje começou no último período de mandato do ex-presidente Lula da Silva, e se consolidou no primeiro período do governo de Dilma Rousseff, quando os cofres públicos foram abertos à corrupção e à gastança. Agora todos nós pagamos a conta!
O problema é que o PT nunca teve grandeza para assumir qualquer um de seus erros. Durante o MENSALÃO, por exemplo, os réus dos seus quadros foram a todo tempo tradados como heróis, tal como se os fins justificassem os meios. Não nos esqueçamos de que naquela ocasião o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se para os petistas um tribunal de exceção, em flagrante desrespeito às instituições e aos princípios Republicanos que regem nosso país.
De forma similar, recentemente assistimos o PT defender de todas as formas seu secretário de Finanças e Planejamento, João Vaccari Neto, envolvido até o pescoço no escândalo do PETROLÃO, até ser preso pela Polícia Federal. 

Então, até o final do 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores veremos apenas um pouco a mais do mesmo, como um teatro em que ninguém tem culpa de nada, nem competência para assumir as responsabilidades junto ao país. Afinal, não é muito mais fácil dizer que não sabia de nada?